Simples Nacional 2026: quando vale a pena sair do regime

O teto do Simples sobe, mas alíquotas e fatores também mudam. Veja em quais cenários a saída do regime compensa — e quando é melhor esperar.

GRGilceia Rodrigues· Contadora responsável1 min de leitura
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Com a Reforma Tributária, o Simples Nacional deixa de existir gradualmente. Anexo 4 e 5 serão os últimos a migrar. Enquanto isso, micro e pequenas empresas vivem um dilema prático: vale a pena mudar de regime agora para antecipar o fim do Simples?

Sinais de que está na hora de sair

  • Faturamento próximo ao teto do Simples;

  • Margem EBITDA acima de 20% (o Lucro Presumido começa a fazer sentido);

  • Operações com importação recorrente (PIS/Cofins Monofásico pesa);

  • Clientes do exterior (o Lucro Real elimina limitações na apuração de créditos).

Sinais de que vale esperar

  • Margem apertada (abaixo de 8%);

  • Folha alta em relação ao faturamento (peso do Anexo III);

  • Pouca estrutura para apurar créditos;

  • Atividade intelectual ou serviços sob Anexo V (carga de 14,7% a 22,5%).

A regra prática

Se a sua carga tributária atual, somada a folha e aos encargos, ultrapassar 18% do faturamento, simule o Lucro Presumido. Se passar dos 22%, vá direto para o Lucro Real. No intervalo, vale a pena otimizar dentro do próprio Simples — incluindo a possibilidade de manter-se nele até 2027.

Mudar de regime sem simulação é como trocar de carro sem testar a chave: você pode acelerar, mas não sabe se vai ligar.

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